domingo, 9 de agosto de 2009

Artigo na Revista Presente!

Saiu um artigo meu na Revista Presente!, sobre valores morais e programas infantis à luz das reflexões de Walter Benjamin.
Vejam aqui o site da revista.
Andrea Garcez

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Divulgação

domingo, 24 de maio de 2009

Comentários Infelizes III

Segue nova lista de comentários infelizes:
"você é medrosa"
"parece um bebezinho"
"é encrenqueira"
"chora por tudo"
O que é mais sério é que desta vez os comentários foram proferidos em rede nacional, por um apresentador de Tv!
Sem comentários!
Veja aqui a opinião de Marcus Tavares (jornalista, professor e especialista em Educação e Mídia).

sábado, 16 de maio de 2009

Bebê leva 20 mordidas na Barra

Esta é a manchete da notícia que foi publicada no último sábado, dia 9 de maio, no Jornal o Globo. A matéria causa indignação, tanto pela foto chocante da criança com as “marquinhas”, como pela maneira desrespeitosa como foi escrita. Na minha opinião, a maneira como a matéria foi escrita tira completamente a responsabilidade da escola, colocando-a sobre a criança que deu as mordidas e sua família.
Acima da manhcete vemos o título "ataque" e a jornalista se refere às duas crianças, de um ano e meio e dois anos, como “a vítima” e “o agressor”, demonstrando não ter nenhum conhecimento sobre o universo infantil. Uma criança de dois anos morde por diferentes motivos. Segundo Piaget, por volta desta idade, seu ponto de vista ainda é totalmente centrado em si mesma, o que significa que ela não se coloca no lugar do outro e muitas vezes não vê o outro como um outro, com desejos, dores, anseios, necessidades, etc. Mesmo que se tratasse de um “comportamento agressivo”, não há dados suficientes para julgarmos. É necessário saber se a(s) mordida(s) já aconteceram outras vezes, com que freqüência, em que circunstâncias, se localizada (sempre em uma única criança) ou não, como as mordidas são tratadas pela família,etc. às vezes pode ser apenas experimentação, uma vez que o primeiro espaço que a criança organiza é a boca e ela conhece o mundo levando os objetos a ela. São muitos e muito complexos os fatores que levam à mordida.
Não discordo totalmente do que diz a psicóloga Maria Luiza B. Pereira de Sá, citada na reportagem, não sabemos o contexto de sua fala, mas recortada e colada ali, naquela parte da reportagem, sua declaração reforça a idéia de que a criança que deu a mordida e sua família são os culpados pela situação.
Na versão online (resumida para não assinantes do jornal) alguns comentários culpabilizam a criança que mordeu, julgando-a agressiva ou mesmo sugerindo sua “eliminação”.
Ao ler a reportagem me coloco no lugar dos pais da menina que levou as mordidas. Imagine deixar a coisa mais preciosa de sua vida sã e salva em um lugar de confiança e depois buscá-la toda machucada... Quem é mãe sabe que dói ver seu filho assim.
Mas não pude deixar de me colocar também no lugar dos pais da criança que mordeu. Quem já teve filhos desta idade e que passou pela fase das “mordidas” sabe o quanto é constrangedor e difícil. Dá uma inevitável sensação de culpa e ao mesmo tempo impotência, pois o que os pais podem fazer, longe da situação? Longe do contexto onde as mordidas ocorrem? Colocar a criança de castigo? Isto não tem a menor funcionalidade para uma criança desta idade que não vai nem entender porque você, que não estava na hora, duas ou três horas depois a está punindo...
A conclusão que chego é que estas situações podem e devem ser evitadas. (as vezes é difícil evitar uma mordida, mas 20!)
Os professores não podem fazer xixi? Não. Nessa idade, não sem que outro adulto o cubra para olhar as crianças. É inadmissível. Fico pensando quanto tempo a professora não demorou. Que a primeira mordida tenha sido dada com a criança dormindo, tudo bem, mas acho difícil que o mesmo tenha se sucedido com as outras 19. Será que esta criança não chorou? Não gritou? Não havia outros adultos por perto?
Repudio o descaso com que as crianças foram tratadas e repudio a maneira como a reportagem foi escrita.

sábado, 21 de março de 2009

Divulgação: Improlândia

Imperdível!


Se voce mora no Rio, não pode perder. Levei meu filho para assistir - melhor dizer participar desta peça de teatro - e simplesmente adorei. O espetáculo é totalmente interativo, os atores vão improvisando à medida em que as crianças vão participando. Logo na entrada as crianças são convidadas a escrever sugestões de lugares/aventuras. As sugestões vão para a "caixa de idéias" e são utilizadas durante a apresentação.Os atores são muito criativos e estimulam a criatividade das crianças também.
A peça está em cartaz no Teatro dos Grandes Atores.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Dica de leitura: A televisão pelo olhar das crianças

DUARTE, Rosália (org). A televisão pelo olhar das crianças. São Paulo: Cortez, 2008.

O Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia – Grupem, da Puc-Rio, em parceria com a rede TVE de televisão, realizou uma pesquisa a partir de um spot televisivo que convidava crianças da região sudeste a enviar cartas contando o que pensavam sobre a televisão. O grupo analisou as quase 1.000 respostas enviadas pelas crianças, entre desenhos e textos.
Os resultados da pesquisa são discutidos pelos integrantes do GRUPEM em diversos textos, reunidos neste livro, devido à diversidade dos temas encontrados nos registros das crianças. Telenovelas, mangás, telejornais, o vício de ver tevê, o que as crianças pensam sobre o que aprendem com a tevê, como elas expressam na escrita o que pensam, são exemplos de alguns temas abordados.
Rosália Duarte, coordenadora do Grupem e organizadora do livro, alerta para os fatos da sociedade brasileira ser uma das mais audiovisuais do planeta e das crianças comporem o mais significativo segmento de espectadores da tevê.
Nesse contexto, entender como crianças se relacionam com a tevê é fundamental.
Fica então a dica quentíssima de leitura para pais, professores, pedagogos, psicopedagogos, pesquisadores e quem mais se interessar!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Comentários Infelizes II - Passou de ano?


Nosso sistema escolar, com todas os seus rituais de notas, médias, recuperações, aprovações e reprovações, é muito cruel com quem não está dentro dos padrões estabelecidos (e com aqules que já estão enquadradinhos nestes padrões também).
E o pior de tudo é que toda a sociedade incorporou este modelo e cobra das crianças os resultados. As escolas públicas, por exemplo, conseguiram livrar-se do peso da reprovação, são duramente criticadas por isto. Escola boa é aquela que dá zero, que "puxa", que é difícil, que reprova.
Mas o objetivo desta postagem não é criticar a escola, mas discutir um comentário, ou uma pergunta,muito comum e aparentemente inofensiva, que os adultos fazem para as crianças no final do ano: E aí, passou de ano?
Meu filho tem quatro anos e já escutou esta pergunta duas vezes este ano, sem ao menos saber de que se trata.
Isto me fez imaginar a pressão que as crianças mais velhas sofrem. E uma criança que não passou de ano? Imagine ter que explicar isso cada vez que lhe é perguntado (e imaginem a expressão no rosto de quem perguntou ao receber a resposta).
Penso que repetir de ano nem seja o problema, em certas situações repetir de ano pode ser extremamente positivo, o problema está em se pensar que repetir ou passar de ano seja a coisa mais importante da escola e da vida da criança. Isto faz da reprovação um fardo muito pesado.
Pressão semelhante passa a criança na época de se alfabetizar. Aprendeu a ler? Já sabe escrever? costumam ser as perguntas freqüentes. Nada de mais para quem aprendeu facilmente, mas esta pressão pode gerar angústia em quem está em processo de construção e mesmo ser uma barreira para a aprendizagem. Para quem está com um pouco de dificuldade neste processo, estas perguntas infelizes são sem dúvida um complicador a mais.

Aproveito a oportunidade para desejar a todos os amigos e leitores do blog um ótimo Natal e um ano novo cheio de paz, saúde, alegrias e realizações!
Para as crianças, em especial, desejo ótimas férias!!!!!
Dicas para as férias escolares, clique aqui. (postagem de julho)