terça-feira, 22 de julho de 2008

A Arte de Contar Histórias

Tenho um filho de 3 anos. Recentemente recebi da escola dele, Creche Escola Gira-Girassol, uma circular sobre a arte de contar histórias. Eles iniciaram um projeto de leitura onde a cada final de semana um livro é levado para ser “lido” em casa. A partir do projeto a professora nos enviou a circular. Trata-se de um texto escrito por Lúcia Fidalgo, bibliotecária e contadora de Histórias. Achei o texto muito interessante e resolvi compartilha-lo através do blog. Divirtam-se:

A arte de contar histórias e sua importância no desenvolvimento infantil

Contar e ouvir histórias é sempre um convite à descoberta. Quando ouvimos a palavra contada arregalamos nossos olhos, esticamos nossos ouvidos e o corpo relaxa como se estivesse se aprontando para receber o conto.

Dentro de nós, ouvintes, vão entrando os personagens, com roupas diferentes, cenários diversos, cheiros, cores e sabores que fazem funcionar todos os sentidos.

Ouvir uma história é também saboreá-la em pedaços, sentindo a diferença de cada gosto. Doce, amargo, com gosto de sal, e por vezes, levemente temperada.

As histórias despertam os sentidos não só de quem escuta, mas também de quem conta.

O contador de história que irá contar, vestindo-se com os personagens, encantando-se com as palavras, perfumando-se com o aroma dos verbos e objetos.

Em cada movimento um olhar, um sorriso, uma pausa.

E na sala de aula, na biblioteca, no palco ou na casa da gente, vamos dando asas à imaginação em parceria com o ouvinte.

Crianças, adolescentes ou adultos, todos recebem o bilhete de entrada e partem juntos com o contador para uma viagem além das palavras. E descobrem, nessa viagem, que uma história lembra outra e que de algumas gostam mais. E gostam tanto que tem a vontade de reencontrá-la sempre e por isso pedem:

- Repete!

E a história é contada e recontada por muitas vezes. Todas as vezes que os desejos dos ouvintes solicitarem.

Cabe ao contador entender a vontade de se apropriar da história que o ouvinte muitas vezes quer. Então que sejam contadas tantas vezes quanto a vontade pedir, e que cada vez seja com a emoção da primeira vez. Uma vez única, e especial sempre para os ouvidos de quem escuta e os olhos de quem enxerga a história com os olhos do coração.

Não temos dúvida de que grande parte da história da humanidade foi impressa na oralidade e não temos dúvida também de que o mundo contemporâneo anda preocupado em não perder sua história. E o ato de narrar é uma das atividades de resistência de uma possível perda dessa nossa história.

História costurada com outras histórias que merecem ser narradas com paixão pelas palavras, pelos sons e pelos gestos.

Então vale algumas dicas, que não são receitas, nem passos, são apenas lembranças:

  • Escolha uma história de que você goste.
  • Aproprie-se da história (lendo, lendo, lendo).
  • Imagine o cenário, personagens e o tempo que a história tem.
  • Escolha a voz, sua e a dos personagens.
  • Defina uma forma de memorizar.
  • Compartilhe a sua história com alguém, antes de contar para todo mundo.
  • Cuidado com a sua postura e com os vícios de linguagem.
  • Não esqueça de olhar para todos.
  • Naturalidade, fale com o coração, para que seu ouvinte deseje ouvi-lo.

(Lúcia Fidalgo – Bibliotecária; Contadora de Histórias do Grupo Morandubetá; Escritora; Mestre em Educação)


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3 comentários:

Lindalva disse...

Olá meu blog é sobre pedagogia gostei muito do seu e linkei ok?
bj

Maura Fernandes disse...

Olá meu filho tem 8 anos,ele não sabe nem ler e nem escrever e mais ele perdeu um ano ele não presta atenção tem muita dificuldade de aprendizagem o que fazer ja estou desesperada obrigada...

Maura Fernandes disse...

Olá meu filho tem 8 anos,ele não sabe nem ler e nem escrever e mais ele perdeu um ano ele não presta atenção tem muita dificuldade de aprendizagem o que fazer ja estou desesperada obrigada...