Amigos e amigas do Blog,
Tenho que dividir com vocês um momento muito especial.
Tive a oportunidade e o prazer de estar presente na palestra de Sara Pain (Como pesquisar sobre sensibilidade, corpo e aprendizagem), que aconteceu no dia 04/04/08, na Puc-Rio, por ocasião do 2º Simpósio do Rio de Janeiro e 1º Encontro Internacional de Investigação no Campo da Psicopedagogia, organizado pelo TEKOA e JER (Grupo de Pesquisa Jovens em Rede).
Sara iniciou a palestra falando dos diferentes tipos de pesquisa: científica, acadêmica e “clínica”, ou seja, a pesquisa realizada pelo psicopedagogo no dia-a-dia. O consultório é, neste sentido, um laboratório permanente, onde a teoria e a prática se articulam. Nas próprias palavras: “um paciente é sempre um mistério. São tantas possibilidades....”
Para Sara deve-se diminuir a distância entre as pesquisas acadêmica e “clínica”. Os que teorizam devem escutar os que trabalham. Estes dois níveis estão muito distantes, deveria haver mais diálogo.
A partir daí a palestrante aborda como o psicopedagogo faz esta pesquisa diária no consultório ou na instituição, quando seu objeto é o outro, o corpo do outro e sua sensibilidade! Como medimos? Como interpretamos o corpo do outro? Como captamos o que ele está sentindo? Como sentimos? Temos que interpretar pequenos gestos, a voz, a emoção que nos transmite a voz... é preciso sentir “a pele que se prolonga na pele do outro”, no sentido de abolir a distância.
E por aí vai.... Não dá para transcrever nestas linhas, vocês precisariam estar lá para “sentir” também a emoção na voz de Sara Pain.... Quis apenas dividir um pouco.
Um grande abraço,
Andrea Garcez
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sexta-feira, 11 de abril de 2008
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